• Ricardo Sanfer

Coaching é uma abordagem viável para prevenir o Burnout, conclui estudo

O coaching tem sido defendido por especialistas como uma alternativa de treinamento externo para prevenção e auxílio ao tratamento do Burnout, incluindo casos que envolvem médicos e outros profissionais que atuam sob pressão.

Embora os especialistas ainda não tenham entrado em um consenso sobre a definição para o que é conhecido como Burnout ou síndrome do esgotamento profissional, há o entendimento de que não é uma doença como a depressão e, por isso, o coaching tem boas ferramentas e pode contribuir para prevenção e tratamento dessa condição.


O que melhor define o Burnout indica um tipo mais acentuado de esgotamento, termo cunhado em 1970 por Herbert Freudenberger, porém, “não é um cansaço normal resultante de uma atividade, e que melhora com férias ou finais de semana”, nas palavras da Dra. Carmita Abdo na Conferência Burnout – Meeting the Minds.


Como um esgotamento, os sinais da síndrome recorrentemente são apresentados por um estado de exaustão; pessoas com o problema reclamam de cansaço físico e mental persistentes, pouca energia, abatimento e até dores estomacais ou intestinais. Somam-se aos sinais, a negatividade e desconexão de atividades relacionadas ao trabalho, o que leva ao efeito de redução de desempenho.


O perfil das pessoas acometidas pelo Burnout é predominantemente de “profissionais de ajuda”, aqueles que prestam cuidados humanos, como médicos e enfermeiros, mas também aquelas que vivem sob o estresse de cuidar de parentes doentes, e em geral, indivíduos que vivem sob extrema pressão ou acumulam tarefas, especialmente mulheres que precisam se dividir entre funções domésticas, maternais e profissionais.


O estudo que incluiu o Coaching como uma alternativa preventiva


Com foco na prevenção, um estudo liderado pelos cientistas Lisolotte Dyrbye e Colin West, investigou o uso de treinamento profissional externo – usando recursos de coaching – para reduzir as chances de médicos entrarem em uma condição de esgotamento como o Burnout e os resultados foram incrivelmente positivos, pois, após apenas seis sessões com um coach especializado, os médicos relataram menos desgaste e maior qualidade de vida, em comparação a médicos que não receberam os treinamentos.


Ajudar as pessoas a navegar nas decisões de carreira e gerenciar o estresse de seu trabalho são objetivos cruciais que reduzem as chances para o Burnout, concluiu o estudo.


Como o Coaching opera em casos de Burnout


Primeiro, encontrar e implementar ações viáveis para reduzir a pressão e obter algum espaço para trabalhar em soluções; segundo, passar de uma situação estressante para uma gerenciável; e terceiro, manter consistência nesses objetivos, são as orientações da CCNI – Christian Coaches Network International, para prevenir o Burnout, e tais orientações devem ser entendidas como medidas sequenciais e permanentes.


De forma prática, coaches especializados sugerem desconexões de dois a três dias tanto do trabalho quanto de redes sociais e de atividades cotidianas. Eles também podem auxiliar na ressignificação do que é produtividade, e fazer o coachee mover-se em direção ao bem-estar, cercando-o de objetivos simples que conduzam à qualidade de vida, incluindo práticas de atividades físicas e exercícios, a inclusão da meditação no dia a dia e hobbies não relacionados ao trabalho, como pintura, dança e relaxamento com massagem.


Adicionalmente e muito importante, recomenda-se ao profissional coach um sensível interesse por identificar corretamente a síndrome de esgotamento profissional para compará-la com problemas que exigem atenção clínica e direcionar seus coachees a um terapeuta, quando suspeitar que seu cliente possa estar, na realidade, com algum problema de saúde como depressão.

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