• Ricardo Sanfer

Como a dislexia de Richard Branson o tornou bilionário

E como o coaching científico pode ser aplicado para ajudar disléxicos a usarem suas habilidades criativas para superar seus limites de comunicação.

O National Institute of Child Health and Human Development, ou NICHD, referência mundial em saúde infantil e desenvolvimento humano, compartilha a definição de dislexia da International Dyslexia Association, que descreve a dislexia como um transtorno específico de aprendizagem.


Por ter origem neurobiológica, a dislexia compromete significativamente a comunicação, comprometimento expresso na coordenação motora escrita e na fala. Causa também problemas como desatenção e dispersão, dificuldade de leitura, pouca habilidade musical e muitas outras.


Com essas condições, é natural sermos induzidos a concluir que é impossível vencer no empreendedorismo, Perspectiva, no entanto, contrariada pelo empresário britânico Richard Branson.


Ele, que tem dislexia, fundou em 1970, o grupo Virgin, ironicamente como uma editora (alguma semelhança com comunicação?), na verdade gravadora que obteve sucesso com grandes nomes da música internacional como Genesis, Keith Richards e Simple Minds, aquela da música Don’t You (Forget About Me), que você provavelmente já escutou na rádio, numa manhã de domingo.


Atualmente a empresa de Branson é um supernegócio com faturamento de 19,5 bilhões de libras esterlinas, segundo dados de 2016.


A esse seu próprio sucesso, Richard Branson atribui em parte à capacidade intrínseca do disléxico a ter a imaginação vívida e disruptiva, destacando que Steve Jobs, Henry Ford e Thomas Edison também tinham dislexia.


Isso sugere que uma pessoa com o referido transtorno de aprendizagem pode ser capaz de mudar paradigmas e moldar o mundo à sua própria visão, tornando as coisas melhores para todos.


De fato, isso é afirmado pelo próprio Richard Branson “Minha dislexia moldou a Virgin desde o início e a imaginação tem sido a chave para muitos de nossos sucessos”.


É importante lembrar que, muitas pessoas que apresentam essa condição ainda são tratadas como quando a ciência sobre o assunto não jogava muita luz, marginalizando essas pessoas, de meios sociais comuns como escolas e universidades.


Leia essa entrevista completa no site da Virgin.


E como você sabe, os cientistas e o criador da Apple mencionados acima foram considerados péssimos na escola. Thomas Edison, por exemplo, foi expulso da escola com uma alegação de retardo mental.


Muito embora algumas capacidades de linguagem e comunicação sejam afetadas, Branson está aí para comprovar que é absolutamente possível ser bem sucedido mesmo sendo disléxico, e prevê: “A resolução de problemas, a criatividade e a imaginação estarão em alta demanda com o aumento da IA ​​(inteligência artificial) e da automação. Devemos parar de tentar fazer com que todas as crianças pensem da mesma maneira”.


No tocante ao ensino, a coisa mais importante a lembrar é que os disléxicos são pensadores de imagens e que práticas encontradas no Coaching podem ser favoráveis à aprendizagem de pessoas condicionadas pela dislexia.


Elas pensam em imagens, não em palavras. Quanto mais clara a imagem, melhor ela se lembrará e entenderá o que você disse.

Learning Tools, Coaching Dyslexics, Sophia Gomma, 2019.



Portanto, se você deseja ajudar pessoas com dislexia a alcançarem melhor performance no aprendizado, considere os estudos científicos no conteúdo de Life & Neurocoaching.


Essa formação produz coaches com habilidades importadas da Neurociência. Veja a lista do conteúdo.

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