• Ricardo Sanfer

Como um coach teria ajudado Arthur Fleck, o Coringa

Dentro dos limites da prática de Coaching, a empatia e o diálogo que orientam para o autocontrole, a autoconsciência e para o propósito podem dar suporte às terapias convencionais e, principalmente, prevenir o declínio existencial e moral.

Nas últimas semanas aconteceu o lançamento do tão aguardado filme do diretor Todd Philips: Joker (Coringa), com atuações fortes e dramáticas do ator Joaquin Phoenix, o mesmo ator de Gladiador e Ela (Her).


O filme retrata a história de Arthur Fleck, um comediante sem muito sucesso em sua carreira e como no decorrer de sua trágica história, ele vai se personificando no vilão Coringa.


O roteiro foi construído sob uma ótica de um suspense psicológico com muito drama, trazendo um filme denso e visceral. A atuação de Joaquin Phoenix mostra um homem com traumas, dores e uma história de vida triste.


Diferentemente da Jornada do Herói, criada por Joseph Campbell, a história de Arthur Fleck não tem uma reviravolta para o bem, mas para o declínio existencial e moral.


Histórias, diálogo e o processo de Coaching


No processo de Life Coaching, o coachee (cliente) é conduzido por várias etapas, com o intuito de sair do ponto A para o ponto B. Isso é feito através de uma metodologia sólida e com exercícios que irão facilitar todo o processo.


A história de Arthur Fleck (Coringa) mostra como as histórias e o diálogo podem fazer a diferença na conduta de vida. No roteiro, é mostrado um homem sem muitas perspectivas e propósito claro.


Em um trecho do filme, é mostrada uma conversa do personagem com uma terapeuta, a cena mostra uma profissional sem muita empatia e paciência para ouvir a história de Arthur.


Diferentemente dos cinemas, um profissional de coaching ético e empático, consegue ouvir atentamente, conduzir o cliente do estado atual para o estado desejado, obviamente, não como psicoterapeuta, mas com métodos de melhoria de performance, que embora simples, podem ser aplicadas para ajudar pessoas que, assim como o personagem, chegam à ruptura da sanidade mental por causa dos fracassos causados, frequentemente, por deficiência de autoconsciência, propósito etc.


Isso é feito com estudos e técnicas multidisciplinares: psicologia positiva, administração, antropologia, gestão de pessoas e pedagogia.


Lócus de controle e o processo de Coaching


O psicólogo americano Julian B. Rotter, na década de 60 formulou a teoria do Lócus de Controle. Lócus no latim significa lugar. Ele afirma que se uma pessoa tem um lócus de controle interno, vai se sentir mais protagonista de sua vida, atuando com estratégia e um propósito claro.


O Coringa é um ser representando uma persona (personagem), que abraça a insanidade, vive pelas suas próprias regras e deixa o mundo o conduzir, vivendo pelo vento da imprevisibilidade.


Pessoas com lócus de controle predominantemente externo tendem a viver sem o controle da vida e possuem um baixo grau de autoconsciência. São pessoas que não têm ação sobre as suas metas e não conseguem realizar os seus objetivos por falta de direção e controle.


Lembre-se: Coach não é psicólogo. Tratamentos de doenças de ordem mental precisam de terapia convencional e em alguns casos, medicamentos. Entenda as práticas do coach neste artigo.


Identificando o propósito


O processo de coaching funciona com uma metodologia aplicada em várias empresas e pessoas de sucesso.


Diferente de fórmulas mágicas, livro de autoajuda e palestras motivacionais, o Coaching é um processo que depende do engajamento verdadeiro do cliente e da estratégia utilizada pelo coach. É um caminho desafiador, com mudanças significativas na vida e na carreira.


O profissional de coach consegue identificar através de estratégias como o seu cliente está vivendo: com lócus de controle interno ou externo e, no decorrer do processo, o cliente vai progredindo em suas metas, saindo do estado atual para o estado desejado.


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